02/04/2012

O MUNDO COMEMORA 30 ANOS DA QUERA DA ILHA DE MALVINAS


SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JANEIRO DE 2012

GUERRA DAS MALVINAS: ENTENDENDO O CONFLITO

                    ilha das malvinas 


A Guerra das Malvinas foi um conflito armado entre Grã-Bretanha e Argentina, no começo dos anos 80, pelo controle de um pequeno arquipélago no Atlântico Sul, as ilhas Malvinas - conhecidas em inglês como Falklands. 
No início da década de 1980, a ditadura militar que controlava a Argentina decidiu promover um plano de controle sob o território. Então comandado pelo general Galtieri, o governo dos militares argentinos se via pressionado pelos problemas sociais e econômicos que colocavam a população contra si, além do grave desrespeito às liberdades civis e aos direitos humanos. Dessa maneira, o plano seria uma forma desesperada de recuperar a imagem do governo por meio da guerra e unir a nação em um frenesi patriótico.

Publicação do Jornal "Clarín", de Buenos Aires, sobre o desembarque das tropas argentinas nas Ilhas Malvinas (Foto: abril de 1982)

Aproveitando-se da disputa histórica, o governo militar da Argentina lançou uma invasão às ilhas em 2 de abril de 1982.

Os argentinos tinham duas apostas: acreditavam que teriam o apoio dos Estados Unidos para reaver o território das Malvinas ou que os ingleses iriam abrir mão da ilha por meio de uma rápida negociação diplomática. Nenhuma das duas se concretizou.

A princípio, a invasão realizada pelos argentinos foi vitoriosa e resultou no controle da capital das Malvinas, Port Stanley. Com a conquista, os hermanos mudaram o nome da cidade para Puerto Argentino.

Enquanto o regime propagandeava sua vitória na mídia, os ingleses tentaram negociar uma retirada pacífica dos militares argentinos, o que não conseguiram. A guerra estava a caminho.

Forças aérea e naval britânicas cruzando o Atlântico, rumo às ilhas Malvinas

Mediante a negativa do governo Galtieri, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher ordenou a preparação das forças britânicas para um conflito contra os argentinos. Enviou às Malvinas uma força-tarefa com 28 mil combatentes - quase três vezes o tamanho da tropa rival.

Aproveitando dos acidentes geográficos que tomavam todo o arquipélago, os argentinos organizaram um contra-ataque aéreo comandado pela Fuerza Aérea Sur. Utilizando de mísseis Exocet, os argentinos conseguiram abater duas embarcações britânicas.

Navio britânico atingido por um míssil argentino

Apesar disso, as maiores derrotas argentinas aconteceram em terra, quando os britânicos não tiveram maiores dificuldades para vencer um exército numeroso, porém extremamente mal preparado.

E, ao contrário do que supunham os generais argentinos, os Estados Unidos não se mantiveram neutros. Resolveram apoiar os britânicos, seus aliados na poderosa aliança militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Fornecendo armas, os americanos deram uma forcinha decisiva aos súditos de Elizabeth II. Turbinados pelo apoio ianque, os britânicos bateram os argentinos em pouco mais de dois meses.

No dia 14 de junho de 1982, a Inglaterra tinha finalmente restabelecido sua hegemonia sob as Ilhas Falkland, nome oficialmente dado pelos ingleses à região.

Desembarque das tropas britânicas vitoriosas nas ilhas Malvinas em junho de 1982

Após o conflito, a galopante crise inflacionária – que então batia na casa dos 600% ao ano – e os movimentos populares contra a repressão militar causaram a queda da ditadura argentina. Em um brusco processo de redemocratização, os argentinos depuseram Galtieri e, no ano seguinte, realizaram as eleições que levaram o civil Raúl Alfonsín ao poder.

Na Inglaterra, o conflito fortaleceu a imagem política de Margaret Thatcher, que conseguiu se reeleger como primeira-ministra.

Principais eventos do conflito

1. A guerra das Malvinas começa para valer em 2 de abril de 1982, quando as forças navais argentinas tomam Stanley, a capital das ilhas. Em resposta à invasão, a Grã-Bretanha envia à região uma força-tarefa em meados de abril, cruzando 13 mil quilômetros pelo oceano Atlântico.

2. No dia 25 de abril, uma unidade britânica desembarca em uma ilha próxima, a Geórgia do Sul, que também estava nas mãos dos argentinos. Depois de breves combates, a Grã- Bretanha retoma o controle da ilha e começa a preparar o contra-ataque, adaptando equipamentos para receber armas da Otan.

Veja abaixo a esquadra militar de ambas as nações envolvidas no conflito:

Fonte: Mundo Maps

3. Ao mesmo tempo, os argentinos se preparam para interceptar as forças britânicas. No final de abril, eles posicionam a noroeste das Malvinas o porta-aviões Veinticinco de Mayo, levando oito caças-bombardeiros, seis aviões a hélice e quatro helicópteros, todos a postos para o combate.

4. A maior baixa argentina acontece no dia 2 de maio: longe da zona de conflito, o cruzador General Belgrano é torpedeado por um submarino britânico de propulsão atômica e afunda, matando 368 homens. Enquanto isso, nas imediações das Malvinas, os dois exércitos travam intensas batalhas no ar.

5. Dois dias depois, a resistência aérea argentina consegue uma vitória a oeste das Malvinas ao atingir o destróier Sheffield, matando 20 homens. Nos dias seguintes, ataques argentinos afundam mais quatro navios. Mas as baixas não conseguem impedir o avanço da moderna esquadra britânica, que se aproxima cada vez mais das ilhas Malvinas.

6. O avanço britânico se consolida em 21 de maio, com um desembarque anfíbio na costa norte da ilha Malvina Oriental. Enfrentando tropas mal preparadas e com armas antiquadas, os britânicos capturam povoados menores, como Goose Green, até cercarem a capital, Stanley. Em 14 de junho, os argentinos se rendem e a guerra chega ao fim.

Militares argentinos se rendem às tropas britânicas, pondo fim à Guerra das Malvinas



 

16/03/2012

Chegaram as AEGs da marca ICS na QG Airsoft

As AEGs da marca ICS baseadas no modelo M4/M16 são das mais bem construídas do mercado neste segmento. A vantagem da gearbox modular e os seus robustos componentes internos fazem desta arma a escolha ideal.

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M16A3 RAS

As AEGs da marca ICS baseadas no modelo M4/M16 são das mais bem construídas domercado neste segmento. A vantagem da gearbox modular e os seus robustos componentes internos fazem desta arma a escolha ideal. Construção sólida em metal, excelentes detalhes realistas, robustez mecânica. Este modelo em particular é dos mais utilizados pelas forças militares internacionais.
ICS-03 & ICS-63

MP5 A4

A submetralhadora é usada por diversas polícias do mundo todo e também pelas forças do tipo SWAT devido ao seu pequeno peso e grande poder de fogo usando munição de pistola. AEG da série Sportline – construção sólida com corpo em ABS. Excelentes detalhes realistas, robustez mecânica. Possui as mesmas peças internas da versão Full metal apresentando uma excelente relação custo x benefício.
ICS-20 & ICS-41

M4A1 RIS

AEG da série Sportline – construção sólida com corpo em ABS. Excelentes detalhes realistas, robustez mecânica. Possui as mesmas peças internas da versão Full metal apresentando uma excelente relação custo x benefício.

04/01/2012

militar americano


Militar americano bebe sangue de cobra em exercício de sobrevivência


Militar americano (à esquerda) bebe sangue cobra durante um exercício de sobrevivência na selva em exercício na província Chon Buri, na Tailândia. Mais de 13 mli soldados das forças armadas da Malásia, Coreia do Sul, Tailândia, Singapura, Indonésia e Estados Unidos estão participando do treinamento na Tailândia. Militares também tiveram que comer insetos. (Foto: Sukree Sukplang/Reuters)Militar americano (à esquerda) bebe sangue cobra durante um exercício de sobrevivência na selva em exercício na província Chon Buri, na Tailândia. Mais de 13 mli soldados das forças armadas da Malásia, Coreia do Sul, Tailândia, Singapura, Indonésia e Estados Unidos estão participando do treinamento na Tailândia. Militares também tiveram que comer insetos. (Foto: Sukree Sukplang/Reuters)

10/12/2011

Forças Armadas do Senegal




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O Senegal tem umas forças armadas bem treinadas e disciplinadas com cerca de 19,000 pessoas no Exército, Força Aérea, Marinha, e Gerdarmerie. A força militar senegalesa recebe a maioria do se treino, equipamento, e apoio da França e dos Estados Unidos. A Alemanha também contribui mas em menor escala.






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A não interferência militar nos assuntos políticos tem contribuido para a estabilidade do Senegal desde a sua independência. O Senegal tem participado em muitas missões internacionais de paz. Mais recentemente, em 2000, o Senegal enviou um batalhão para a República Democrática do Congo para participar na missão das Nações unidas(MONUC), e concordou a enviarum batalhão treinado pelos Estados Unidos para a Serra Leoa para particiar na UNASIL, outra missão da  ONU.
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Mulher do Exército Senegalês
Um contigente senegalês foi enviado em missão de paz para a República Centro Africana em 1997, o Senegal enviou m batalhão para o Ruanda. Em 1992 o Senegal enviou 1,500 hoens para a missão da ECOMOG na Libéria, e em 1991, foi a única nação sub-sharianaa enviar um contigente para participar na Operação Tempestade no Deserto.


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Piranha 2 Husky sénégalais près de la frontière entre le Tchad et le Soudan,
dans la ville de Tine, ce 04 novembre 2006.



Em Agosto de 1981, os militares do Senegal foram convidados pela Gâmbia pela voz do Presidente Dawda Kairaba para acabar com um golpe de estado em curso no país. Em Agosto de 1989, a cooperação militar entre o Senegal e Gâmbia, cessou com a dssolução da Confederação da Senegâmbia. O Senegal interveio na guerra civil da Guiné-Bissau em 1998 a pedido do Presidente Nino Vieira.


Força Aéreasn_round.gif




AviõesOrigemTipoVersõesEm service[1]Notas
Aérospatiale SA 341 Gazelle Françascout helicopteroSA-3411
Aérospatiale Ecureuil Françatreino helicopteroAS-355F12
Mil Mi-35 Hind Russiaataque helicopteroMi-35 Hind2
Mil M-17 Hip Russiatransporte
helicoptero
Mi-17 Hip2
Mil Mi-2 HopliteUnião Soviéticautilitário helicopteroMi-22
Fokker F-27 HolandatransporteF-27-400M6
Boeing 727Estados UnidosVIP727-2001
Britten-Norman Islander Reino UnidoutilitárioBN-2T1
Aérospatiale Magister FrançatreinoCM 1704
Aérospatiale Epsilon FrançatreinoTB30 Epsilon2


Clip1_senegalair.jpg
Fokker F-27




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Mil M-17 Hip
mi-35senegal.jpg
Mil Mi-35 Hind


(1)^ "World Military Aircraft Inventory", Aerospace Source Book 2007, Aviation Week & Space Technology,January 15, 2007.


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O Senegal tem umas forças armadas bem treinadas e disciplinadas com cerca de 19,000 pessoas no Exército, Força Aérea, Marinha, e Gerdarmerie. A força militar senegalesa recebe a maioria do se treino, equipamento, e apoio da França e dos Estados Unidos. A Alemanha também contribui mas em menor escala.



73280123_OJGIOlOD_SenegalNov06238.jpg
A não interferência militar nos assuntos políticos tem contribuido para a estabilidade do Senegal desde a sua independência. O Senegal tem participado em muitas missões internacionais de paz. Mais recentemente, em 2000, o Senegal enviou um batalhão para a República Democrática do Congo para participar na missão das Nações unidas(MONUC), e concordou a enviarum batalhão treinado pelos Estados Unidos para a Serra Leoa para particiar na UNASIL, outra missão da  ONU.
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Mulher do Exército Senegalês
Um contigente senegalês foi enviado em missão de paz para a República Centro Africana em 1997, o Senegal enviou m batalhão para o Ruanda. Em 1992 o Senegal enviou 1,500 hoens para a missão da ECOMOG na Libéria, e em 1991, foi a única nação sub-sharianaa enviar um contigente para participar na Operação Tempestade no Deserto.

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Piranha 2 Husky sénégalais près de la frontière entre le Tchad et le Soudan,
dans la ville de Tine, ce 04 novembre 2006.


Em Agosto de 1981, os militares do Senegal foram convidados pela Gâmbia pela voz do Presidente Dawda Kairaba para acabar com um golpe de estado em curso no país. Em Agosto de 1989, a cooperação militar entre o Senegal e Gâmbia, cessou com a dssolução da Confederação da Senegâmbia. O Senegal interveio na guerra civil da Guiné-Bissau em 1998 a pedido do Presidente Nino Vieira.

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AviõesOrigemTipoVersõesEm service[1]Notas
Aérospatiale SA 341 Gazelle Françascout helicopteroSA-3411
Aérospatiale Ecureuil Françatreino helicopteroAS-355F12
Mil Mi-35 Hind Russiaataque helicopteroMi-35 Hind2
Mil M-17 Hip Russiatransporte
helicoptero
Mi-17 Hip2
Mil Mi-2 HopliteUnião Soviéticautilitário helicopteroMi-22
Fokker F-27 HolandatransporteF-27-400M6
Boeing 727Estados UnidosVIP727-2001
Britten-Norman Islander Reino UnidoutilitárioBN-2T1
Aérospatiale Magister FrançatreinoCM 1704
Aérospatiale Epsilon FrançatreinoTB30 Epsilon2

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Fokker F-27



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Mil M-17 Hip
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Mil Mi-35 Hind


(1)^ "World Military Aircraft Inventory", Aerospace Source Book 2007, Aviation Week & Space Technology,January 15, 2007.
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05/11/2011

A Vida na Selva: Primeiro Dia


   É estranho como certas coisas demoram a ser processadas pela mente humana. Já estava caminhando há meia hora na selva quando me dei conta de onde estava e do que realmente estava fazendo.  Depois de acordar no susto e rapidamente me juntar ao restante do grupo no batalhão, iniciei o “aquecimento” do Estágio de Adaptação à Vida na Selva – 4 horas de marcha na mata. Metade do trajeto foi muito tranquilo, já que nao possuía mochila para carregar; percorri o restante levando a mochila de uma colega que havia machucado o joelho.

Esse aquecimento foi proveitoso para apresentar duas coisas muito características da Amazônia: a lama e os mosquitos. No início a pessoa até tenta procurar trajetos mais secos enquanto desvencilha-se desses insetos, mas logo percebe que é inevitável. Picadas acumular-se-ão pelo corpo e coturnos ficarao mais marrons que pretos. Resta aceitar o sofrimento e tentar ignorá-lo ao máximo!
Bicho infernal!
Bicho infernal!
Com o fim da marcha, inciou-se a primeira instrução, sobre materiais úteis. Aprendi sobre cipós que viram cordas, folhas que viram telhados e troncos de árvore que, bem trabalhados, transformam-se me mini-casas. Além disso, treinei a pecunha, uma técnica de escalada de árvores com a utilizacao de cipós presos aos pés. Difícil! Incrível como os nativos tem facilidade para essa atividade.
Terminada a aula, pausa para o almoço. 10 minutos contadinhos para engolir todo o arroz, feijão, farofa e peixe possível (com o indefectível suco de caju, claro) e ainda preparar o equipamento. Tive que o emprestar do Batalhão, no improviso mesmo, o que logo mostraria ser uma desvantagem em relação ao restante do grupo (que teve uma semana para comprá-lo, emprestá-lo e/ou consertá-lo). Para completar, recebi meu pau de fogo – uma arma que eu deveria carregar sempre comigo.
A segunda instrução abordou a sobrevivência em geral (fique perto de fontes de água, obtenha alimentos, defina seu local de descanso) e a montagem da rede de selva. A rede é semelhante a uma rede comum, porém com a adição de uma tela mosquiteira e um pequeno telhado. Surgiu aí o problema: como montar uma rede sem cordas para amarrá-la? O equipamento recém-emprestado era extremamente deficiente, logo eu, Ariel e Eduardo penamos para cumprir a tarefa.
Rede de Selva
Rede de Selva
Jantar idêntico ao almoço, fui para a instrução de Ofidismo. Aprender novamente sobre cobras e seus venenos foi um pouco entediante, mas logo em seguida veio a parte prática. E que prática! “Capturei” uma sucuri com as mãos nuas, sem qualquer instrumento para me auxiliar (sem contar o pé do instrutor, que tentava distrair o bicho). Situação bizarra, mas muito enriquecedora.
A famigerada sucuri
A famigerada sucuri
Depois, passamos  à prática de tiro de caça. Atirei com uma 16, que surpreendentemente (para mim, pelo menos) não tem recuo algum. O barulho da arma, porém, é muito alto mesmo. Tiro efetuado, paca abatida – de mentirinha, claro – fui descansar na cambaleante rede de selva. Tempo de sono: meia noite às 5h.
Saldo do dia: uma farda enlameada e molhada de suor, dois pés destruídos pelo coturno, muita coisa aprendida. E isso foi só o começo.
                                                                       SELVA!!!

CIGS forma primeiras mulheres "guerreiras de selva"

                                     

Sgt Xavier e Sgt Lidiana, as primeiras "guerreiras de selva" do CIGS

O curso de Guerra na Selva, ministrado pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), é um dos mais rigorosos do Exército Brasileiro. A sua missão é "especializar militares para o combate na selva, realizando pesquisas e experimentações doutrinárias para defesa e proteção da Amazônia".
As Guerreiras logo apos receberem o breve ''cara da onça''


Para conquistar o brevê da cara da onça, símbolo que identifica o Guerreiro de Selva, os "guerras", como são chamados os alunos do curso, precisam passar por seis semanas de muita ralação, dormindo somente três horas por dia e carregando 30 Kg nas costas em plena Floresta Amazônica.
Dos 70 alunos que iniciaram o curso, apenas 47 resistiram. Entre os alunos estão duas mulheres: as sargentos Xavier e Lidiana. Esta foi a primeira vez que o Exército permitiu a participação de mulheres no curso.
Segundo o Ten Cel  Montenegro, chefe da Divisão de Ensino  do CIGS, o Curso de Guerra na Selva, "não é um curso para mulheres, é um curso em que as mulheres ganharam o direito de participar também". O coordenador do curso, Maj Carlos César Brasil, diz que todos são tratados com igualdade. "Não existe diferença. Guerra na Selva é um só. Se ela quer ter o brevê da cara da onça, vai ter que fazer tudo que o segmento masculino faz", afirma o major.

Após formar mais de 4.937 militares do sexo masculino, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) diplomou pela primeira vez em solenidade militar, as primeiras guerreiras de selva das Forças Armadas brasileiras.
Com outros 45 militares, as 3º sargentos do serviço de saúde, Lidiana Reinaldo Jiló da Costa e Elisângela Ferreira Xavier, participaram dos cursos de Guerra na Selva nas categorias A, D, E e F.
De acordo com o comando do Cigs, as duas concluíram com aproveitamento um dos cursos mais difíceis do Exército Brasileiro. Além de conhecimentos inerentes aos guerreiros de selva, elas também obtiveram capacitação de Assistência Hospitalar.  
O Curso de Operações na Selva teve duração de oito semanas, das quais mais da metade com atividades de treinamento no campo de instrução do Cigs, em zona de mata fechada, a 70 quilômetros de Manaus.
                                                                   
                                                   SELVA!!!